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As relações entre a vitamina D e o câncer de mama

15/10/2011

VITAMINA D E CÂNCER DE MAMA

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o câncer é uma das principais causas de morte no mundo, responsável por 7,6 milhões de mortes em 2008, o equivalente a 13% do total. Estima-se que as mortes por câncer em todo o mundo continuarão aumentando, ultrapassando 11 milhões em 2030. O câncer de mama é o quinto com maior número de mortes no mundo, atrás apenas dos cânceres de pulmão, gástrico, fígado e colorretal.
O câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres, tanto em países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento, onde sua incidência está aumentando devido ao aumento na expectativa de vida, o aumento da urbanização e a adoção de estilos de vida ocidentais. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, as estimativas para os anos de 2010 e 2011 apontam para a ocorrência de 49.240 novos casos de câncer de mama por ano, com um risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres.
Estudos epidemiológicos demonstram que a deficiência de vitamina D (hipovitaminose D) é prevalente em várias populações, especialmente naquelas que não se expõem regularmente à luz solar. Nestas, a incidência de câncer, inclusive o de mama, é maior quando comparada às populações com maior exposição à irradiação solar.
Cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apresentam hipovitaminose D. Embora a deficiência grave de vitamina D com consequências como raquitismo e osteomalácia seja rara no Brasil, estima-se que a prevalência de hipovitaminose D em toda população seja elevada, especialmente entre idosos, negros, pessoas que trabalham em ambientes fechados e que raramente se expõem ao sol ou ainda naqueles que usam protetor solar regularmente.
A vitamina D é encontrada principalmente nos óleos de fígado de peixes, derivados do leite, ovos e margarinas enriquecidas. No entanto, a maior fonte de vitamina D do organismo é sua síntese endógena realizada na pele, mediada pela radiação ultravioleta, através da exposição solar. As fontes alimentares contribuem apenas com uma pequena parcela das necessidades diárias.
Esta vitamina apresenta funções semelhantes aos hormônios e, atualmente tem sido largamente estudada por suas propriedades anti-proliferativas e capacidade de alterar a expressão genética de células tumorais, apresentando papel importante na regulação dos mecanismos de carcinogênese.
Achados sugerem que a vitamina D inibe a angiogênese tumoral, induz a diferenciação e a apoptose celular, mecanismos que auxiliam na inibição do crescimento de tumore. A vitamina D é também capaz de realizar modulação genética em células tumorais e inibir o desenvolvimento de câncer de mama.
As doses de ingestão e suplementação recomendadas com objetivo de prevenir ou inibir a oncogênese mamária são ainda objeto de estudo.
Se você já teve, tem câncer de mama ou tem história familiar, consulte um nutricionista! A nutrição pode prevenir o desenvolvimento do câncer ou mesmo favorecer a recuperação daqueles que já têm o tumor.



*Colaboraram: Ariany Natane de Abreu, Camila Vieira de Resende Frade, Ediléia Cristine Pinto, Karine Costa e Lima, graduandas do Curso de Nutrição do Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, MG.

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